Entidades itabunenses se unem para coleta de EPIs visando a retirada de óleo nas praias

A iniciativa tem a participação da Amurc, ACI, CDL e Terceira Via Hall, onde está montado um ponto de coleta de EPIs para limpeza das praias

 

Franklyn Bastos, Carlos Leahy e Luciano Veiga da Amurc FOTO ASCOM AMURC

Com o objetivo de receber doação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a limpeza das praias no Sul e Baixo Sul da Bahia, afetadas pelo óleo, foi montado um ponto de coleta na Terceira Via Hall, em Itabuna. A iniciativa foi formalizada na manhã desta quinta-feira, 31, com a participação de representantes da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc), Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Itabuna e Associação Comercial e Empresarial de Itabuna.

No diálogo foi definido que a sede da empresa, localizada na Avenida José Soares Pinheiro, 1718 – Centro de Itabuna, Sul da Bahia, servirá como ponto de arrecadação de equipamentos de proteção individual (EPIs) e materiais para ajudar os voluntários na limpeza das praias atingidas por óleo.

Nesta quinta-feira, a Marinha do Brasil enviou 100 equipamentos, que serão distribuídos à cinco municípios da região. Até o final da semana, de acordo com o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga, está prevista a chegada de mais 400 materiais, que também serão destinados pelo órgão federal.

Ao mesmo tempo, campanha visa arrecadar por doação equipamentos como luvas de borracha, máscaras N95, botas de cano alto, camisas UV de manga comprida, água mineral, sacos de lixo reforçado, baldes, rodos, espátulas, pás e peneiras para serem levados aos voluntários que têm trabalhado diariamente nas praias do território Litoral Sul e Baixo Sul.

“A intenção da associação é envolver o maior número de atores sociais, desde o setor público ao privado, para que possamos juntos participar do processo de atuação das áreas atingidas pelo óleo, e também da conscientização do manejo desse resíduo”, explicou o presidente da Amurc, Lero Cunha.

Doação

Carlos Leahy fez um apelo a classe empresarial de Itabuna que queiram fazer as doações para ficarem atentos às referências específicas do material de EPI, disponíveis no site da Amurc, ACI e CDL. O sócio-diretor da Terceira Via e diretor de eventos da ACI, Franklyn Bastos, destacou que a união das entidades “é fundamental para amenizar o desastre que afeta as praias, influência o turismo e a economia da nossa região”.

A doação na Terceira Via Hall pode ser feita de segunda a sexta, das 8 às 18hs e sábado, das 8 às 16hs. Mais informações, pelos telefones: (73) 3613-5562.

Instituições definem ações para os municípios afetados pelo óleo no Sul e Baixo Sul Baiano

Representantes do Poder Público Municipal - prefeitos e secretários de agricultura e meio ambiente, e Estadual - Sudec, Inema e Ibama estiveram reunidos nesta terça-feira, 29, na sede da Amurc, para definir medidas a serem adotadas pelos municípios afetados com as manchas de óleo, a partir do decreto de emergência que será emitido pelo Governo do Estado. A ação conjunta é coordenada pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc e os consórcios, Litoral Sul, Mata Atlântica - Cima e Ciapra - Baixo Sul.

Reunião dcom instituições e representantes municipais sobre medidas adotadas  diante do aparecimento de óleo nas praias do Sul e Baixo Sul Baiano ( (11).jpeg

Segundo o Superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, Paulo Sergio Menezes, até esta quarta-feira, 30, está prevista a publicação do decreto de situação emergência pelo Governo do Estado da Bahia, visando atender todos os municípios do Sul e Baixo Sul da Bahia, banhados pelo mar e que foram atingidos pelo óleo.

“Esse decreto vai possibilitar ações mais rápidas para promover o restabelecimento da normalidade das praias afetadas pelo óleo. Possibilita a aquisição de materiais de proteção individuais, como EPI e ferramentas para a coleta de material, além da contratação de mão de obra temporária para que possa atuar na limpeza dessas praias que estejam afetadas”, destacou Paulo.

Dentre outras ações, o secretário executivo da Amurc e do Consórcio Litoral Sul, Luciano Veiga, declarou que estará orientando os municípios na elaboração do decreto de emergência. Outra demanda apontada foi a necessidade de um ponto de coleta equipado para o destino do material retirado das praias e o aumento do contingente de profissionais preparados para atuação nas praias.
Sobre isso, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) na Bahia, Rodrigo Santos Alves, declarou, durante a sua participação na reunião, que estará levando ao Ministério da Defesa, as demandas dos territórios de identidade, Sul e Baixo Sul. Ele ainda destacou que órgão está apoiando as ações realizadas de forma articulada entre as instituições, no trabalho de monitoramento e de limpeza das praias.


Luciano destacou ainda que se faz necessário o envolvimento direto de órgãos da União e do Estado, para somar com os esforços desprendidos pelos municípios e voluntários. Para o prefeito de Igrapiúna e presidente do Ciapra – Baixo Sul, Leandro Ramos, a integração das instituições, no sentido de ganhar força política, social, econômica é fundamental para a resolutividade das demandas dos territórios.

O presidente da Amurc, Aurelino Cunha, declarou que “os municípios estarão unidos nessa luta e se preciso for, irá a Brasília e se manifestará conjuntamente em defesa dos seus patrimônios naturais e das pessoas que dele sobrevivem”.

Encaminhamentos
Entre outros encaminhamentos da reunião, foi destacada a necessidade de elaboração de um plano de trabalho para atender às necessidades de Estados e Municípios no combate ao desastre ambiental; Envolvimento das instituições de ensino e pesquisa na busca de uma solução preventiva e corretiva no trato dos materiais coletados.

Foram encaminhados ao governo do Estado e a União, a solicitação de um documento sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos, provocados pelo desastre das manchas de óleo nas praias. A ideia é ter um atendimento célere por parte das instâncias governamentais, sobre os recursos necessários para mitigar esses estragos.

A reunião contou ainda com a presença da prefeita de Maraú, Maria das Graças, o prefeito de Nilo Peçanha, Carlos Antônio de Azevedo, secretários de agricultura e meio ambiente de Maraú, Uruçuca, Una, Canavieiras, o vice-presidente da Câmara de Turismo de Ilhéus, Átila Eiras.

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Texto: Viviane Cabral – MTE 4381/BA

ARTIGO – LAMA NEGRA CHEGA AS NOSSAS PRAIAS

Por Luciano Veiga*
 
Nos últimos anos o Brasil vem sofrendo fortes ATAQUES ao seu maior patrimônio, o Meio Ambiente. Como não bastasse Mariana! vieram Brumadinho, as queimadas na Amazônia, cerrado e agora as praias e arquipélagos da costa marítima do Nordeste, como diria Seu Zé – “agora lascou, fomos atingidos do Oiapoque ao Chuí”.
 
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Das extrações minerais, madeiras e a costa litorânea, o que temos em comum?
A princípio, o descaso com o meio ambiente, com a exploração inadequada dos nossos patrimônios naturais e a forma de lidar com estes ATAQUES ao meio ambiente, é difícil aceitar, tais acontecimentos como desastre ambiental, que conceitualmente trata-se de um evento não previsível, capaz de, direta ou indiretamente, causar danos ao meio ambiente ou a saúde humana. Ora, todos os eventos citados foram e são previsíveis, e o pior, tem como alvo certo o meio ambiente (flora, fauna e o ser humano).
 
Além da exploração desmedida do ponto de vista econômico, temos um Governo inapto na lida de prevenção, controle, ação mitigadora e corretiva diante dos acontecimentos expostos. 
Em Mariana e Brumadinho, foi a população primeira vítima e também a primeira a colocar a mão na lama para salvar os seus. Nas queimadas as mãos e os pulmões atingidos pelo fogo e a fumaça, e agora nas manchas pretas das praias, suas mãos são mais uma vez usadas para limpar a sujeira das areias, corais e pedras do nosso litoral. 
 
Estão nos atingindo em nossos corações e almas, podemos limpar as praias as areias brancas marcadas pela lama preta, mas não podemos salvar os nossos peixes e mariscos (flora e fauna marinhas). Tivemos as nossas vidas atingidas da cor do luto, na cor da morte, podemos ressuscitar se aprender com os nossos erros ou podemos continuar morrendo na nossa ignorância e ganância, é uma questão de escolha.
 
Este é um momento que os entes federados têm que estar juntos, sem protagonismo, com único objetivo, primeiro mitigar os impactos, segundo criar políticas permanentes de controle e preservação, e terceiro entender de uma vez por todas que o maior patrimônio material e imaterial do Brasil é o seu Meio Ambiente rico e diverso. Somos o único país no mundo com esta pluralidade de riqueza, entretanto, somos também aquele que parece distante do que pensa o seu povo. Os seus governantes persistem em ignorar a vocação natural desta nação, a de cuidar e preservar, transformando em ativo ambiental, econômico e social os seus rincões ambientais.
 
Para os governantes que aprendam com os voluntários, colaboradores, municipais, estaduais e também da União que colocam a suas mãos na lama preta para limpar as praias do petróleo cru, oriundo de um crime, que tem que ser descoberto a origem como forma de imputar o crime ao culpado, mas especialmente de estancar a hemorragia que ora atinge a nossa costa. 
 
Entretanto, este é o ataque ao território brasileiro, que o conjunto das nossas forças armadas saia para fazer o bom combate, pois em uma guerra os voluntários e funcionários/colaboradores, muito das vezes sem conhecimento e mal equipados, são presas fáceis em uma luta, cujo nosso inimigo (petróleo cru), não se sabe os danos presentes e nem futuro a estes bravos soldados, que arriscam as suas vidas por outras vidas, vividas na nossa fauna e flora marítima e silvestre, podendo os nossos guerreiros sofrer danos a sua saúde no presente ou no futuro.
Que aprendamos com a dor. Nós somos uma nação da vida e não da morte.
 
* Luciano Veiga – Advogado, Administrador e Especialista em Planejamento de Cidades (UESC).

Municípios do Litoral Sul estão em alerta diante do aparecimento de óleo em praias do nordeste

Os municípios de Ilhéus, Itacaré, Uruçuca, Maraú e Igrapiúna, que integram o Território Litoral Sul, estão entre os 15 municípios baianos afetados pela mancha de óleo que se espalhou nas praias do nordeste do Brasil, desde o dia 30 de agosto. Nesse sentido, as prefeituras municipais estão trabalhando em conjunto com equipes da Petrobrás, Ibama, Inema, a sociedade civil organizada e demais órgãos de defesa ao meio ambiente para o monitoramento das praias e atuação em caso de aparecimento das manchas de óleo.

Praia de Serra Grande, em Uruçuca_FOTO IPOLÍTICA.jpeg

A Prefeitura de Ilhéus emitiu um comunicado de utilidade pública, esclarecendo à população que, em virtude do aparecimento de manchas de óleo na costa de vários municípios litorâneos do Nordeste no final de agosto, está monitorando, por meio de um Comitê Interinstitucional (secretarias municipais, Marinha, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais, universidades, organizações da sociedade civil) em comunicação com um Comando Central em Salvador.

Ainda no comunicado, a assessoria de comunicação da prefeitura destaca que, segundo informações oficiais, trata-se de vazamento de petróleo cru, ainda de origem desconhecida, sem processamento, material que quando entra em contato com o calor e luz, libera substâncias poluentes e tóxicas, que podem provocar danos à saúde de pessoas, animais e plantas. Como medidas preventivas e de segurança, a Prefeitura Municipal orienta a população.

“Se encontrar pedaços ou manchas do material na praia ou no mar, não deixe entrar em contato com a pele (mãos, pés). Evite manipular ou permanecer próximo às manchas. Faça fotos, vídeos e encaminhe à Marinha, Corpo de Bombeiros Militar, IBAMA, INEMA ou a Prefeitura Municipal, que irão destinar equipes ao local para confirmar o evento e tomar as devidas providências”, alertou a nota.

Já a prefeitura municipal de Igrapiúna, informou, em nota pública, que na tarde desta quinta-feira, 24, foram detectadas pequenas manchas de óleo especificamente na Coroa Vermelha (nome dado à formação de dunas situadas ao lado norte da Ilha do Contrato).

A Diretoria Especial de Meio Ambiente comunicou imediatamente todos os órgãos competentes sobre a situação e equipes da prefeitura já estão de prontidão no local, acompanhados por voluntários da comunidade realizando a remoção do material encontrado seguindo todas as orientações de segurança recomendados pelo INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O trabalho de monitoramento das praias de Itacaré continua sendo feito diariamente por equipes da Prefeitura e da Petrobrás. Equipes permanecem de plantão, devidamente treinadas, para os casos de emergência. Também já estão disponíveis equipamentos e máquinas da Prefeitura caso haja necessidade. A proposta é reunir ainda voluntários para auxiliar nesse trabalho.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Itacaré, Marcos Luedy, chegou pequenos fragmentos petrificados e uma parte pegajosa, mas é uma quantidade ínfima, em torno de 5 a 8 quilos coletados. “Está sendo o monitoramento de manhã e a tarde, pois segundo técnicos, o período crítico é até domingo, 27, tendo em vista a influência dos ventos”.

Em Uruçuca, integrantes da população de Uruçuca estão acompanhando o movimento dessa mancha e certificam que até o momento as praias de Serra Grande estão limpas. Apenas foram encontrados pequenos fragmentos como se fossem rochas. Há uma grande preocupação com as entradas das barras do Tijuipe e do Sargi, região de mangue e rochas. Para evitar danos ao bioma estão sendo instaladas barreiras artesanais de contenção.

A Prefeitura de Maraú, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente, Aquicultura e Pesca, informa que as praias da Península de Maraú estão limpas, apesar, da aparição de pequenos fragmentos de óleo encontrados em duas praias do distrito de Barra Grande.

Na última quarta-feira (23), foram identificadas pequenas partículas de óleo nas praias da Bombaça e Três Coqueiros. Rapidamente, funcionários da Prefeitura e uma enorme equipes de voluntários, conseguiram limpar as praias, graças a esta integração da gestão municipal com a sociedade civil, empresários e rede hoteleira.

“A mobilização dos órgãos públicos e da população é fundamental neste momento para que possamos evitar situações como as que estão acontecendo em outros municípios”, declarou o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Valdemir Lisboa.

Situação das manchas de óleo é debatida na Assembleia Legislativa

Para dialogar sobre a alarmante situação das manchas de óleo que há 53 dias atingem a costa nordestina, afetando 15 municípios baianos, o secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira participou de uma reunião na Assembleia Legislativa da Bahia, com o presidente da casa, Nelson Leal, deputados estaduais e representantes do Comando Unificado de Incidentes. O objetivo desse encontro foi reforçar o posicionamento da Assembleia de estar inserida na resolução do problema. Na oportunidade, foram apresentadas as ações do Governo do Estado para mitigação dos impactos ambientais, sociais e econômicos.

Participaram da reunião os deputados Rosemberg Pinto, Fábiola Mansur Eduardo Salles, Jurandy Oliveira, Marcelino Galo, Niltinho, Maria Del Carmen, Olívia Santana, Fátima Nunes, Zé Cocá e Dal. Além da diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Telles; do superintendente da Defesa Civil do Estado, Paulo Sérgio Luz; do diretor-presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira; do comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Francisco Telles; do superintendente de Política e Planejamento Ambiental da Sema, Claudemir Nonato; do coordenador da Defesa Civil do Estado; Victor Gantois; e do diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento do Inema, Eduardo Topázio.

“O Governo da Bahia vem fazendo a sua parte, junto com os municípios atingidos. Entregamos até agora mil kits com equipamentos de proteção individual. Estamos com 85 bombeiros atendendo diariamente as praias mais afetadas. Equipes do Inema e da Defesa Civil estão monitorando todo o estado. Além das ações de limpeza e retirada do produto nas praias, as atenções do Governo estão voltadas para a proteção dos estuários e manguezais. Vamos continuar cobrando ações proativas. Precisamos saber quando vamos parar de limpar as praias?”, pontuou o secretário João Carlos.

“Precisamos, não somente do esforço que já vem sendo feito pelo Governo do Estado e pelas prefeituras municipais, mas da contrapartida do Governo Federal, com recursos e tecnologias. Devemos estar unidos no combate a esse grave problema, que já afeta milhares, mas que pode levar sérios prejuízos às vidas de milhões de pessoas”, disse o deputado Nelson Leal.

“Como presidente da Comissão de Serviços Públicos da Alba propus a reunião para discutir sobre a questão das manchas de óleo, que já é considerado o maior desastre ambiental dos últimos tempos. Em 20 dias, já foram retiradas 237 toneladas de óleo nas praias baianas. São 16 mil pescadores e marisqueiras prejudicados diretamente. O Poder Legislativo está debruçado sobre o assunto. O que nós cobramos é que o Governo Federal faça alguma coisa, urgente. São eles que possuem a estrutura e tecnologia necessárias para nos dar as respostas que precisamos. Queremos saber a origem, mas principalmente a quantidade de óleo que foi derramado. Além disso, precisamos que o governo instale as contenções. A situação é muito preocupante”, ressaltou a deputada Fabíola Mansur.

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