Amurc e Uesc projetam a abertura de núcleos técnicos da universidade nos municípios

A oportunidade de ter núcleos técnicos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) nos municípios do Litoral Sul, com o objetivo de capacitar profissionais da rede pública e a população local, foi debatida nesta quinta-feira, 11, em uma reunião entre o presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral e o reitor da universidade, Alessandro Santana.

Raimund Bomfim, Acássia Pinho, Neurivaldo Guzzi, Alessandro Santana e Luciano Veiga.jpegRaimund Bomfim, Acássia Pinho, Neurivaldo Guzzi, Alessandro Santana e Luciano Veiga

A reunião ainda contou com a participação do Pró-reitor de Extensão, Neurivaldo Guzzi, o professor e fundador do AGIR-LS, Raimundo Bonfim, a assessora da reitoria, Acácia Pinho e o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga.

A proposta, segundo o reitor Alessandro, visa ampliar o espaço de atuação da Uesc na região, e, com isso, promover conhecimento e integração da comunidade, para que as pessoas sejam alcançadas com cursos técnicos de qualificação promovidos por profissionais da própria universidade.

Segundo Marcone, a iniciativa é de grande importância para o fortalecimento dos municípios da região e será apresentada aos prefeitos como uma oportunidade de qualificação do quadro de servidores e a população local com cursos técnicos. “Estou muito feliz com o projeto apresentado pela Uesc. Acredito que os municípios só têm a ganhar”, destacou o presidente da Amurc.

AGIR-LS

Ainda no encontro, o professor Bomfim apresentou as ações realizadas pelo programa AGIR-LS, realizado desde 2011 entre a Amurc e a Uesc com o objetivo de capacitar servidores na atuação do serviço público municipal do Litoral Sul. A experiência bem sucedida nos últimos anos resultou na criação de 11 fóruns, onde secretários discutem a resolução de demandas nas áreas de saúde, educação, assistência social, agricultura e meio ambiente, administração, procuradoria, comunicação, cultura, entre outros.

Luciano Veiga, Alessandro Santana e Marcone Amaral.jpeg
Luciano Veiga, Alessandro Santana e Marcone Amaral

WhatsApp Image 2021-03-11 at 19.11.27.jpeg

 

Presidente da Amurc destaca ações da entidade em entrevista à Boa FM de Itabuna

Em entrevista à rádio Boa FM – 96,1, nesta quarta-feira, 10, o presidente da Amurc e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, falou sobre as ações que vem desenvolvendo à frente da entidade, em defesa do municipalismo. A criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia, o fim dos lixões nos municípios e a assinatura do protocolo de intenções para a compra da vacina Sputnik foram alguns dos assuntos debatidos com o apresentador Tom Ribeiro, no programa Poder da Notícia.

            A criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia é uma das bandeiras históricas da Amurc e que, de acordo com Marcone, vai trazer um grande desenvolvimento para os municípios do entorno no setor logístico, de transporte, saúde, entre outros.
“Esse é um momento bom para dialogar com os prefeitos de Itabuna, Augusto Castro e de Ilhéus, Mário Alexandre, que comandam os maiores municípios do Sul da Bahia. A ideia é fortalecer o diálogo com todos os prefeitos para ajudar na solução em conjunto dos problemas da região”.

          O gestor ainda expressou sua preocupação com os lixões existentes nos municípios da região e que vem causando um grande prejuízo para a população. Ele disse que está levantando a bandeira junto ao consórcio de Desenvolvimento Sustentável – CDS Litoral Sul e está em discussão sobre uma Parceria Público Privado (PPP) através do Consórcio, para que os municípios possam ter um aterro sanitário compartilhado para o depósito adequado dos lixões.

            A Covid-19 também foi tema da entrevista, que segundo Marcone só poderá ser controlada com a aplicação da vacina. Nesse sentido, ele falou sobre a assinatura recente de um protocolo de intenções, através da Amurc, para a compra de 1 milhão de doses da vacina Sputnik. A intenção de compras está condicionada à liberação dos órgãos regulatórios e, posteriormente, será negociada a quantidade com os municípios associados.

WhatsApp Image 2021-03-10 at 09.04.05 (1).jpeg

  

WhatsApp Image 2021-03-10 at 09.04.05.jpeg

 

 

 

 

Amurc prorroga suspensão das atividades presenciais e atende de forma remota

Diante do alto índice de contaminação pelo Coronavírus (Covid-19) no Sul da Bahia e considerando a portaria de n. 9.528/2021 do município de Itabuna, que dispõe sobre o regime de expediente interno em todas as repartições públicas do município, a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, prorrogou, nesta segunda-feira, 8, a Portaria de n. 003/2021, que suspende as atividades laborais presenciais da entidade até o dia 18 de março. Durante esse período, os servidores da entidade estarão trabalhando no formato de home-office.
Os associados serão atendidos de forma remota, através de celulares da Associação ou por videoconferência.

amurchoje.jpeg

Presidente da Amurc parabeniza as Mulheres neste 8 de março

No dia marcado por homenagens ao Dia Internacional da Mulher – 8 de março, o presidente da Amurc e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral parabenizou as mulheres prefeitas da região que integra a entidade e destacou o empenho e a participação delas em prol da sociedade. “Parabenizo a todas as prefeitas, verdadeiras guerreiras que todos os dias trabalham em prol do seu povo, e, em nome delas, parabenizar todas as mulheres nesse dia tão importante - Dia Internacional da Mulher”.

WhatsApp Image 2021-03-08 at 10.58.08.jpeg

Mulheres ainda têm desafios na política brasileira

Samuel Straioto 

Apesar de representarem mais de 51,8% da população e mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria na política e ainda estão longe dos espaços de poder, com exceções. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições municipais de 2020, a desigualdade foi mantida. Os dados mostram a baixa representatividade feminina na política do país. Foram eleitas no ano passado, 651 prefeitas (12,1%), contra 4.750 prefeitos (87,9%). Já para as câmaras municipais, foram 9.196 vereadoras eleitas (16%), contra 48.265 vereadores (84%).

No Brasil, mudanças recentes na legislação tentam reverter esse cenário, com a criação de cotas para candidaturas e regras de financiamento para equiparar as chances de disputa. Nas eleições proporcionais, para as câmaras de vereadores, a assembleias legislativas e o Congresso Nacional, os partidos são obrigados a apresentar uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% para candidaturas de cada gênero. O objetivo, portanto, é criar um equilíbrio entre os sexos nas eleições, levando os partidos a terem pelo menos 30% de candidatas mulheres. Em 2020, as urnas registraram um pequeno avanço em relação a 2016. Por exemplo: O número de mulheres não-brancas eleitas para legislativos locais subiu 23%.

937b2007bb041fc189784b2d4b437e70.jpg

Estudos associam os investimentos das mulheres líderes à melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano e a maior empreendedorismo feminino. Estudo coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Mulheres, com o apoio da organização IDEA Internacional, o Brasil é um dos últimos países na América latina em relação aos direitos e representação feminina, ficando em 9º lugar entre onze países. Segundo dados compilados pela Inter-Parliamentary Union – uma associação dos legislativos nacionais de todo o mundo – no Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais são mulheres. Ocupamos o 154º lugar entre 193 países do ranking elaborado pela associação, à frente apenas de alguns países árabes, do Oriente Médio e de ilhas polinésias.

“Na verdade cada vez mais as mulheres têm ocupado os bancos das universidades, passado em concursos públicos, ocupado com muita competência espaços no mercado de trabalho. hoje temos dois grandes desafios, um deles é a participação das mulheres na política. Nós tivemos aqui no Brasil um atraso de 400 anos, das mulheres em relação aos homens que é o direito de votar e por isso hoje o Brasil é um dos países mais sub-representados pelo gênero feminino nos parlamentos. Temos países que as mulheres usam burca como a Cisjordânia e tem mais mulheres no parlamento do que o Brasil, neste ponto precisamos melhorar. E outro ponto é a violência, uma mancha que a sociedade carrega”, afirmou a deputada federal Flávia Morais (PDT).

A longa história de quasemonopólio masculino sobre a política se expressa nos partidos. Com ampla maioria masculina em sua direção na maior parte dos casos e privilegiando quem já faz parte do jogo político-partidário, colocam em ação vieses que são desvantajosos para as mulheres. Vale lembrar que, se o voto das mulheres foi conquistado em 1932 e exercitado a partir de 1946, com o fim da ditadura do Estado Novo, foi apenas com a Constituição de 1988 e após o fim de mais uma ditadura, aquela instaurada em 1964, que a população analfabeta passou a ter direito a votar nas eleições. A violência sofrida pelas mulheres é um dos desdobramentos do machismo e apresenta padrões diferentes dos da violência que atinge os homens no país.

AMURC
Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia

Rua Almirante Tamandaré, 405 - Duque de Caxias
Itabuna - BA, 45600-741 

(73) 3613-5114

© Copyright 2025 AMURC   |   Todos os direitos reservados.