Secretária de Ubaitaba destaca boa prática na educação em reunião da Amurc

Alunos da rede municipal de ensino de todo o Brasil tiveram suas aulas presenciais suspensas por conta da pandemia do Coronavírus (Covid-19) instalada em território nacional. Em função disso, secretarias de educação de todo o país estão buscando alternativas de compensar a falta das aulas com atividades complementares. É o caso da secretaria municipal de Ubaitaba, no sul da Bahia, que já iniciou a aplicação virtual de atividades domiciliares para esses jovens.

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A iniciativa foi provocada pela prefeita do município, Suka Carneiro visando garantir a continuidade do processo de aprendizagem e foi prontamente atendida pela secretária de educação, Roberta Vasconcelos e sua equipe de gestão. A ideia foi compartilhada durante uma reunião por videoconferência promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, com os secretários de educação dos municípios, nesta segunda-feira, 30.

Segundo a responsável pelo gerenciamento da educação municipal, as atividades serão distribuídas por canais de comunicação online e serão divididas em ciclos por três áreas de conhecimento, a partir da seguinte ordem: Área de Matemática e Ciências da Natureza (Matemática e Ciências); Área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física); e Área de Ciências Humanas e Ensino Religioso (História, Geografia, Filosofia e Ensino Religioso).

De segunda a sexta-feira, os alunos de todas as modalidades de ensino serão envolvidos em atividades com pesquisas, vídeos, produção de artes, simulados, jogos online, plataformas digitais e mapas mentais. No caso dos alunos que não tem acesso as redes sociais, serão organizadas atividades impressas para ser entregues nessas comunidades. “Estamos avaliando a melhor opção para envolver os alunos, mesmo com todas as dificuldades”, explicou Roberta.

A realização desse projeto, segundo a secretária, visa “oportunizar o protagonismo do aluno na construção do seu próprio conhecimento, desenvolver a sua autonomia e potencializar a relação família e escola a partir do diálogo entre as partes, buscando juntos assegurar que as ações planejadas sejam cumpridas, a fim de atingir os objetivos propostos”, destacou a gestora de educação.

Avaliação

A reunião integra as ações do programa Apoio Gerencial e Institucional às Prefeituras do Litoral Sul – Agir-LS e serve como um espaço para compartilhar boas práticas dos municípios. O case de Ubaitaba ganhou repercussão entre os secretários e coordenadores pedagógicos dos municípios de Itajuípe, Itaju do Colônia, Itacaré, Santa Luzia, Coaraci, Maraú, Itapé, entre outras localidades que estarão avaliando a possibilidade de replicar em suas localidades, de acordo com suas realidades.

Para o secretário executivo da Amurc, Luciano Veiga, “no momento mais difícil e atípico, precisamos reagir e agir. A melhor forma de conviver com o isolamento social é apreender aprendendo. Os esforços que os nossos Gestores de Educação com suas equipes vem criando modelos que permita o aprendizado continuado dos alunos da rede de educação municipal”.

A subgerente da coordenação de Integração Comunitária da Pró-reitoria de Extensão da Uesc, Cintya Santos Nobre, que também participou da reunião, destacou que ações como a de Ubaitaba merecem se compartilhadas com os outros membros. “Isso é uma forma de fortalecer os municípios, principalmente nesse momento crítico, de pandemia. O programa Agir serve como ferramenta para compartilhar a nível regional e territorial”.

Secretários definem compras coletivas de materiais para proteção ao Covid-19

Durante uma reunião por videoconferência, nesta sexta-feira, 27, promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, os secretários municipais de saúde, em parceria com a entidade municipalista decidiram pela compra coletiva de materiais específicos para o tratamento do Coronavírus. A iniciativa visa atender pleito das unidades de saúde dessas localidades, que não dispõe de material suficiente para o trabalho das equipes.

Os relatos em comuns são de dificuldades para ter acesso aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), os kits específicos para testes e demais materiais para proteção de equipes de saúde. Segundo um dos secretários, muitos profissionais estão deixando de atender nos municípios devido a falta desses recursos, essenciais para quem está atuando na linha de frente do combate ao Covid-19.

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Os secretários questionaram a falta de apoio financeiro, material e até mesmo de procedimentos e normatizações das ações a serem trabalhadas e executadas pela área de saúde dos municípios, inerente ao enfrentamento ao covid-19. Isso dificulta os procedimentos adotados, a exemplo do isolamento social mais severo com o fechamento do comércio e serviços de atividades consideradas não essenciais em momento de pandemia. “Autorizar o retorno destas atividades sem testar os pacientes considerados suspeitos, é um risco” alertaram os secretários.

Segundo o secretário executivo, Luciano Veiga, a Amurc vai fazer uma intermediação da compra de equipamentos e cada secretário fica responsável por apontar a quantidade estimada para cada município. Ao mesmo tempo, cada gestor ficou responsável por fazer o levantamento da quantidade de pacientes suspeitos em seus municípios, “pois iremos colocar na lista de compras, testes para o covid-19, objetivando dar segurança aos prefeitos (as) na governança e gestão conjunta dos municípios no combate ao covid-19”, destacou Luciano.

Ainda foi apresentado que os pacientes graves, com suspeitas de Covid-19 devem ser encaminhados para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, que virou hospital de referência para o atendimento desses casos. Mas, segundo os secretários, ainda falta receber informações sobre como proceder a regulação e qual protocolo seguir ao dar entrada na unidade hospitalar.

NOTA DE APOIO DA AMURC AOS PREFEITOS (AS)

Nos últimos dias tivemos depoimento dos chefes de Estado, da União e do Estado da Bahia, entes federados importantes na estrutura federativa do Brasil. Foi comum nas suas falas a solicitação para aberturas das atividades econômicas consideradas não essenciais neste momento de pandemia, expondo indevidamente os Prefeitos e Prefeitas nas suas decisões mais duras da sua vida.

Destacamos que nenhum decreto municipal deixou ser embasado em declarações, técnicas, científicas e de legislação específica, norteadores das decisões tomadas. Soma-se a esta decisão o fato de não possuirmos testes para atendimento de no mínimo dos pacientes considerados clinicamente suspeitos. Estes últimos sem comprovação por falta de testes, levando as autoridades a uma análise fria dos números que consideramos e denominamos de risco eminente. Veja o crescimento excepcional dos países antes e depois da ampliação de indivíduos testados.

O município é o primeiro ente federado atingido brutalmente por esta pandemia. É no município que as pessoas vivem e onde o comércio, os serviços e as indústrias funcionam. Será, portanto, na porta dos agentes públicos municipais que o cidadão irá buscar os primeiros socorros.

Assim, os gestores municipais, ao Decretar a Situação de Emergência e tomar as decisões recomendas pela Organização Mundial de Saúde – OMS, o fez com coragem e determinação. O retorno das atividades econômicas é urgente e necessária, para tanto, os municípios tem que minimizar os riscos, atestar 100% os casos suspeitos e manter as barreiras fitossanitárias nos acessos das cidades e distritos, criando uma zona de proteção e de segurança para o seu munícipe.

PEDIMOS APOIO INCONDICIONAL DA UNIÃO E DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, POIS RECOMENDAR O RETORNO DESTAS ATIVIDADES SEM AO MENOS PROVER UM MÍNIMO DE SEGURANÇA, GERA RISCO E IRRESPONSABILIDADE, PREÇO ESTE QUE OS PREFEITOS (AS) NÃO QUEREM E NÃO VÃO PAGAR. ASSIM DECIDIMOS:

Em reunião por videoconferência, promovida pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, nesta quinta-feira, 26, os prefeitos decidiram pela manutenção dos decretos municipais até os seus vencimentos, tendo em vista a ameaça dos casos suspeitos de Coronavírus nessas localidades e que ainda não foram autorizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) para análise.

A decisão em conjunto adotada pelos prefeitos de Itajuípe, Coaraci, Buerarema, Floresta Azul, Almadina, Ibicuí, Santa Cruz da Vitória, Ubaitaba, Santa Luzia e Jussari que deverá ser seguidas pelos demais prefeitos e prefeitas da região, vê a necessidade de manter o fechamento do comércio e garantir o funcionamento das Casas Lotéricas, agências bancárias e serviços essenciais, como mercados, farmácias e postos de gasolina.

Ainda ficou acordada para a maioria dos gestores a realização das feiras livres com distância entre as barracas e sem a participação de feirantes de outras localidades. Os decretos têm a duração de 15 dias e os gestores vão manter as barreiras sanitárias, instaladas nas entradas dos municípios visando controlar a entrada e a saída de pessoas.

Durante a reunião, os gestores reclamaram da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o uso das equipes que estão trabalhando na linha de frente de combate ao Coronavírus. Além disso, foi comum entre eles, a insatisfação com os governos Estadual e Federal sobre a falta de recursos financeiros e de material para que os municípios possam enfrentar a pandemia.

Todas as medidas adotadas em decreto atende a necessidade urgente de garantir a saúde da população, diante do aparecimento de novos casos. À medida que outras necessidades forem aparecendo, os prefeitos destacaram em reunião que podem ser adotadas outras posturas, em consonância com a realidade local e os interesses da população.

Por fim, estamos nos reunindo diariamente por meios eletrônicos, para atuarmos conjuntamente em prol do nosso povo.

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Prefeitos solicitam EPIs ao Estado para o combate ao Covid-19

Durante uma reunião realizada nesta terça-feira, 24, por videoconferência promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, os prefeitos da região decidiram em conjunto, solicitar ao Governo do Estado da Bahia, apoio emergencial e célere, para atendimento a população. “Precisamos com urgência, a liberação de Equipamentos de Proteção Individual para as equipe de saúde que estão atuando na linha de frente de combate ao Coronavírus”, enfatizaram os gestores.

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Os prefeitos ainda relataram que estão enfrentando dificuldades com a falta de EPIs para o uso da equipe médica instalada nessas localidades com o objetivo de combater o Covid-19. Em alguns casos, profissionais da área médica estão exigindo os equipamentos para trabalharem nas unidades de saúde local. “E estão corretos. Precisamos assegurar proteção a todos os profissionais que lidam diretamente ou indiretamente com a população”, defendeu a secretária de Assistência Social de Santa Luzia, Cinara Assis.

Em outra situação, pontuada pela secretária, o município teve que efetuar a compra do material hospitalar “com o valor acima do que vinha sendo praticado no mercado, em quantidades abaixo da necessidade. Hoje, pagamos mais caro e a quantidade quem determina é o fornecedor”, relatou a representante de Santa Luzia.

Pensando nisso, os prefeitos de Ibicuí, Itajuípe e Buerarema solicitaram o apoio da Amurc para requerer junto ao Governo do Estado, os Equipamentos de Proteção Individual, tendo em vista a necessidade urgente. “Precisamos imediatamente desses equipamentos para que os profissionais continuem operando em nossos municípios, tendo em vista que é o ente da federação que recebe a menor arrecadação”, destacou Marcone Amaral.

Além da falta de EPIs no município, o prefeito de Ibicuí, Marcos Galvão relatou que faltam testes para o diagnóstico do vírus e o equipamento como respirador para equipar os pequenos hospitais municipais. Ao longo da sua fala, o gestor sugeriu integrar ao comitê de crise covid-19 da Amurc, representantes dos comitês municipais da região, com o objetivo de integrar e debater diariamente em reuniões, à distância, as suas ações e necessidades.

 

Dentre as preocupações citadas na reunião, os gestores foram unânimes na defesa de medidas para garantir a economia local. “O ideal é que o Estado pudesse desenvolver, conjuntamente com os municípios, ações estruturantes que resultem na recuperação da economia local, pós pandemia, e ações que os gestores devam executar para não travar a economia local”, declarou o prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann.

Encaminhamentos

O presidente da Amurc, Aurelino Cunha, que também é prefeito de Firmino Alves, declarou que estará encaminhando aos governos Federal e Estadual, as reivindicações apontadas pelos gestores municipais. Junto a isso, estará levantando junto às secretarias de saúde municipais, a relação e a quantidade de EPIs para abastecimento urgente dos postos de saúde, UBS, UPA e hospitais.

“Solicitamos a realização de compras compartilhadas de EPIs e outros materiais necessários através dos consórcios, para ganhar escala e assegurar melhor preço. Quanto a receita, vamos solicitar do Estado que mantenha os valores de ICMS com base aos do exercício-2019, como fez a União, em relação ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM. Estamos iniciando o maior enfrentamento de todos os tempos. Ou nos unamos, ou não teremos força suficiente pra fazer frente a esta pandemia”, declarou o prefeito.

Amurc emite nota de recomendação sobre o coronavírus aos municípios

A Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc emitiu nesta terça-feira, 17, uma nota de recomendação aos prefeitos associados sobre a necessidade de implementação de algumas medidas para conter a transmissão do Coronavírus (Covid-19) na região.

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Dentre elas, o documento reforça a necessidade de suspensão das aulas na rede pública e privada de ensino, das atividades dos Centros de Referência a Assistência Social (Cras), além da suspensão de eventos coletivos pelo prazo de 90 dias. Tais medidas foram adotadas por prefeitos de 12 municípios, nesta segunda-feira, 16, durante uma Assembleia Extraordinária realizada pela Amurc.

As demais recomendações orientam aos gestores: decretar situação de emergência se for o caso, visando a aquisição emergencial de equipamento de proteção individual, medicamentos e outros insumos necessários para o enfrentamento ao COVID-19;

Aumentar a frequência de limpeza dos órgãos da Administração Pública e os estabelecimentos privados; Garantir o atendimento ininterrupto das Unidades de Pronto Atendimento Municipais (UPAS, PAs, 24hs), durante o período de vigência da emergência de saúde;

Organizar campanhas de conscientização sobre os riscos e as medidas de prevenção para enfrentamento da emergência; Alocar o servidor público que se encaixa no grupo de risco ao regime de trabalho tele presencial;

Solicitar dos laboratórios públicos ou privados o dever de informar imediatamente ao Sistema de Vigilância Municipal quaisquer casos positivos de COVID19; Fiscalização dos aeroportos, portos e rodoviárias com agentes da vigilância sanitária e epidemiológica do Estado e do município.

Ofício no. 007-2020 AMURC - RECOMENDAÇÃO COVID-19

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Texto: Viviane Cabral – MTE 4381/BA

AMURC
Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia

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Itabuna - BA, 45600-741 

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