NOTA DE APOIO DA AMURC AOS PREFEITOS (AS)

Nos últimos dias tivemos depoimento dos chefes de Estado, da União e do Estado da Bahia, entes federados importantes na estrutura federativa do Brasil. Foi comum nas suas falas a solicitação para aberturas das atividades econômicas consideradas não essenciais neste momento de pandemia, expondo indevidamente os Prefeitos e Prefeitas nas suas decisões mais duras da sua vida.

Destacamos que nenhum decreto municipal deixou ser embasado em declarações, técnicas, científicas e de legislação específica, norteadores das decisões tomadas. Soma-se a esta decisão o fato de não possuirmos testes para atendimento de no mínimo dos pacientes considerados clinicamente suspeitos. Estes últimos sem comprovação por falta de testes, levando as autoridades a uma análise fria dos números que consideramos e denominamos de risco eminente. Veja o crescimento excepcional dos países antes e depois da ampliação de indivíduos testados.

O município é o primeiro ente federado atingido brutalmente por esta pandemia. É no município que as pessoas vivem e onde o comércio, os serviços e as indústrias funcionam. Será, portanto, na porta dos agentes públicos municipais que o cidadão irá buscar os primeiros socorros.

Assim, os gestores municipais, ao Decretar a Situação de Emergência e tomar as decisões recomendas pela Organização Mundial de Saúde – OMS, o fez com coragem e determinação. O retorno das atividades econômicas é urgente e necessária, para tanto, os municípios tem que minimizar os riscos, atestar 100% os casos suspeitos e manter as barreiras fitossanitárias nos acessos das cidades e distritos, criando uma zona de proteção e de segurança para o seu munícipe.

PEDIMOS APOIO INCONDICIONAL DA UNIÃO E DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, POIS RECOMENDAR O RETORNO DESTAS ATIVIDADES SEM AO MENOS PROVER UM MÍNIMO DE SEGURANÇA, GERA RISCO E IRRESPONSABILIDADE, PREÇO ESTE QUE OS PREFEITOS (AS) NÃO QUEREM E NÃO VÃO PAGAR. ASSIM DECIDIMOS:

Em reunião por videoconferência, promovida pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, nesta quinta-feira, 26, os prefeitos decidiram pela manutenção dos decretos municipais até os seus vencimentos, tendo em vista a ameaça dos casos suspeitos de Coronavírus nessas localidades e que ainda não foram autorizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen) para análise.

A decisão em conjunto adotada pelos prefeitos de Itajuípe, Coaraci, Buerarema, Floresta Azul, Almadina, Ibicuí, Santa Cruz da Vitória, Ubaitaba, Santa Luzia e Jussari que deverá ser seguidas pelos demais prefeitos e prefeitas da região, vê a necessidade de manter o fechamento do comércio e garantir o funcionamento das Casas Lotéricas, agências bancárias e serviços essenciais, como mercados, farmácias e postos de gasolina.

Ainda ficou acordada para a maioria dos gestores a realização das feiras livres com distância entre as barracas e sem a participação de feirantes de outras localidades. Os decretos têm a duração de 15 dias e os gestores vão manter as barreiras sanitárias, instaladas nas entradas dos municípios visando controlar a entrada e a saída de pessoas.

Durante a reunião, os gestores reclamaram da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o uso das equipes que estão trabalhando na linha de frente de combate ao Coronavírus. Além disso, foi comum entre eles, a insatisfação com os governos Estadual e Federal sobre a falta de recursos financeiros e de material para que os municípios possam enfrentar a pandemia.

Todas as medidas adotadas em decreto atende a necessidade urgente de garantir a saúde da população, diante do aparecimento de novos casos. À medida que outras necessidades forem aparecendo, os prefeitos destacaram em reunião que podem ser adotadas outras posturas, em consonância com a realidade local e os interesses da população.

Por fim, estamos nos reunindo diariamente por meios eletrônicos, para atuarmos conjuntamente em prol do nosso povo.

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Prefeitos solicitam EPIs ao Estado para o combate ao Covid-19

Durante uma reunião realizada nesta terça-feira, 24, por videoconferência promovida pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, os prefeitos da região decidiram em conjunto, solicitar ao Governo do Estado da Bahia, apoio emergencial e célere, para atendimento a população. “Precisamos com urgência, a liberação de Equipamentos de Proteção Individual para as equipe de saúde que estão atuando na linha de frente de combate ao Coronavírus”, enfatizaram os gestores.

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Os prefeitos ainda relataram que estão enfrentando dificuldades com a falta de EPIs para o uso da equipe médica instalada nessas localidades com o objetivo de combater o Covid-19. Em alguns casos, profissionais da área médica estão exigindo os equipamentos para trabalharem nas unidades de saúde local. “E estão corretos. Precisamos assegurar proteção a todos os profissionais que lidam diretamente ou indiretamente com a população”, defendeu a secretária de Assistência Social de Santa Luzia, Cinara Assis.

Em outra situação, pontuada pela secretária, o município teve que efetuar a compra do material hospitalar “com o valor acima do que vinha sendo praticado no mercado, em quantidades abaixo da necessidade. Hoje, pagamos mais caro e a quantidade quem determina é o fornecedor”, relatou a representante de Santa Luzia.

Pensando nisso, os prefeitos de Ibicuí, Itajuípe e Buerarema solicitaram o apoio da Amurc para requerer junto ao Governo do Estado, os Equipamentos de Proteção Individual, tendo em vista a necessidade urgente. “Precisamos imediatamente desses equipamentos para que os profissionais continuem operando em nossos municípios, tendo em vista que é o ente da federação que recebe a menor arrecadação”, destacou Marcone Amaral.

Além da falta de EPIs no município, o prefeito de Ibicuí, Marcos Galvão relatou que faltam testes para o diagnóstico do vírus e o equipamento como respirador para equipar os pequenos hospitais municipais. Ao longo da sua fala, o gestor sugeriu integrar ao comitê de crise covid-19 da Amurc, representantes dos comitês municipais da região, com o objetivo de integrar e debater diariamente em reuniões, à distância, as suas ações e necessidades.

 

Dentre as preocupações citadas na reunião, os gestores foram unânimes na defesa de medidas para garantir a economia local. “O ideal é que o Estado pudesse desenvolver, conjuntamente com os municípios, ações estruturantes que resultem na recuperação da economia local, pós pandemia, e ações que os gestores devam executar para não travar a economia local”, declarou o prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann.

Encaminhamentos

O presidente da Amurc, Aurelino Cunha, que também é prefeito de Firmino Alves, declarou que estará encaminhando aos governos Federal e Estadual, as reivindicações apontadas pelos gestores municipais. Junto a isso, estará levantando junto às secretarias de saúde municipais, a relação e a quantidade de EPIs para abastecimento urgente dos postos de saúde, UBS, UPA e hospitais.

“Solicitamos a realização de compras compartilhadas de EPIs e outros materiais necessários através dos consórcios, para ganhar escala e assegurar melhor preço. Quanto a receita, vamos solicitar do Estado que mantenha os valores de ICMS com base aos do exercício-2019, como fez a União, em relação ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM. Estamos iniciando o maior enfrentamento de todos os tempos. Ou nos unamos, ou não teremos força suficiente pra fazer frente a esta pandemia”, declarou o prefeito.

Amurc emite nota de recomendação sobre o coronavírus aos municípios

A Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc emitiu nesta terça-feira, 17, uma nota de recomendação aos prefeitos associados sobre a necessidade de implementação de algumas medidas para conter a transmissão do Coronavírus (Covid-19) na região.

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Dentre elas, o documento reforça a necessidade de suspensão das aulas na rede pública e privada de ensino, das atividades dos Centros de Referência a Assistência Social (Cras), além da suspensão de eventos coletivos pelo prazo de 90 dias. Tais medidas foram adotadas por prefeitos de 12 municípios, nesta segunda-feira, 16, durante uma Assembleia Extraordinária realizada pela Amurc.

As demais recomendações orientam aos gestores: decretar situação de emergência se for o caso, visando a aquisição emergencial de equipamento de proteção individual, medicamentos e outros insumos necessários para o enfrentamento ao COVID-19;

Aumentar a frequência de limpeza dos órgãos da Administração Pública e os estabelecimentos privados; Garantir o atendimento ininterrupto das Unidades de Pronto Atendimento Municipais (UPAS, PAs, 24hs), durante o período de vigência da emergência de saúde;

Organizar campanhas de conscientização sobre os riscos e as medidas de prevenção para enfrentamento da emergência; Alocar o servidor público que se encaixa no grupo de risco ao regime de trabalho tele presencial;

Solicitar dos laboratórios públicos ou privados o dever de informar imediatamente ao Sistema de Vigilância Municipal quaisquer casos positivos de COVID19; Fiscalização dos aeroportos, portos e rodoviárias com agentes da vigilância sanitária e epidemiológica do Estado e do município.

Ofício no. 007-2020 AMURC - RECOMENDAÇÃO COVID-19

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Texto: Viviane Cabral – MTE 4381/BA

Prefeitos decidem pela suspensão das atividades escolares e de assistência social

Durante uma Assembleia Extraordinária da Amurc nesta segunda-feira, 16, os prefeitos da região adotaram a decisão em conjunto sobre o fechamento da rede municipal e particular de ensino, além das unidades que atende a assistência social e a suspensão de eventos com mais de 50 pessoas. As medidas visam proteger a população de uma proliferação do Novo Coronavírus (Covid-19).

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A reunião contou com a presença de prefeitos e secretários de saúde dos municípios de Almadina, Barro Preto, Itabuna, Itajuípe, Buerarema, Coaraci, Firmino Alves, Camacan, Santa Cruz da Vitória, Ubaitaba, Itapitanga e Floresta Azul. De acordo com o presidente da Amurc, Aurelino Cunha, "as decisões adotadas pelos gestores presentes servem como uma alerta para os demais prefeitos, que possam avaliar a possibilidade seguirem as mesmas recomendações".

Em Itajuípe, o prefeito Marcone Amaral já determinou, através de decreto, a suspensão imediata das aulas da rede municipal e das escolas particulares, visando proteger o máximo possível de crianças e jovens. O prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral falou que está tarde já liberou um decreto para colocar alguns pontos importantes que possa diminuir a aglomeração de pessoas na cidade. “A priori por 15 dias, para que a gente possa ter tempo para preparar nossas escolas, e depois tomaremos outras decisões”, explicou Marcone.

Da mesma forma, o prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann declarou que estará suspendendo as aulas e emitindo um decreto proibindo a aglomeração de pessoas. Os demais gestores que participaram da reunião estarão adotando as mesmas medidas até a próxima semana, visando diminuir o impacto do Coronavírus na região. “Vamos estar antenados com as recomendações do ministério da saúde para a gente garantir a segurança da nossa população”, completou Ibrann.

Os gestores municipais parabenizaram a inciativa da reunião promovida pela Amurc e conclamaram os demais prefeitos da região para a necessidade de adotar medidas de forma urgente. A ideia é tomar decisões em conformidade, uniformidade de todos, com a mesma linha de pensamento. “Se toda região estiver engajada nessas resoluções, isso vai diminuir e muito os impactos que a cidade terá no futuro”, completou Amaral.

Um comitê de crise para o combate ao Novo Corona Vírus (COVID-19) foi formado, com a participação de secretários municipais, prefeitos, governo do Estado e hospitais da região, visando prover ações articuladas e preventivas nos municípios da região.

UPB aconselha prefeitos a suspenderem as aulas e tomarem outras medidas contra o COVID 19.

A União dos Municípios da Bahia (UPB) propôs aos prefeitos associados à entidade a implementação de medidas preventivas visando o bloqueio da cadeia de transmissão do COVID 19, já que, o vírus apresenta casos de contaminação dentro do estado da Bahia.

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Entre as sugestões a serem implementadas pelos prefeitos baianos estão:

1 – A suspensão de aulas na rede pública e privada de ensino, por no mínimo 15 dias, podendo ser prorrogado, caso necessário;

2 – Orientar a população a EVITAR todo tipo de aglomeração, como aniversários, comemorações, reuniões, e outros similares.

3 – Manter idosos e crianças em casa durante 15 dias.

4 – Tornar obrigatório a colocação e disponibilização de equipamentos de álcool gel por parte dos estabelecimentos comerciais que prestam serviços à população, como: agência bancária e postos de serviços, casas lotéricas, hotéis e pousadas, varejos de alimentação, bares e restaurantes, centros comerciais, clubes, supermercados, padarias e delicatessens, cinema e teatros, oficinas, escolas, igrejas, e outros.

5 – Além disso, a população deve ser continuamente orientada quanto as formas de prevenção, sinais e sintomas, bem como fluxo de atendimento do Covid 19. Usar de preferência os meios de comunicação para divulgação dessas informações.

No caso de Belmonte, o Prefeito Janival Borges deve decretar nessa segunda-feira (16/03) a suspensão das aulas na rede municipal de ensino por 14 dias e, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, já estuda-se as medidas necessárias para atender os possíveis casos do novo Coronavírus em Belmonte.

 

Fonte : http://www.maisbn.com/

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